quinta-feira, 11 de julho de 2013

A Redução da Maioridade Penal

Pagar pelo seu erro. Eis um assunto bastante discutido por políticos, policiais, pessoas comuns entre tantos outros que vivem na nossa sociedade. Uma questão levantada nos últimos anos é referente a redução da maioridade penal, uns julgam que não há necessidade e outros julgam que sim há uma necessidade. Mas seria bom “jogar” jovens de 16,17 anos no meio de bandidos, traficantes, assassinos? Onde se deve começar a mudança. Perguntas, muitas dessas, que não conseguimos chegar a uma resposta concreta, mas se pararmos para analisar com toda certeza chegaremos sim há uma conclusão.
O Brasil é um país rodeado de periferias precárias, muitos jovens começam a vida no crime/drogas muito cedo e isso só não enxerga quem não quer. Hoje em dia é comum vermos nos jornais (impressos e/ou mídia audiovisual) jovens, ou melhor, adolescentes sendo presos, mortos e isso têm tomado à atenção dos muitos líderes do nosso país.
Pode-se observar que o que leva esses jovens á começarem a se “aventurar” nesse caminho, muitas vezes sem volta, é sim o descaso de nosso governo com as favelas, aglomerados e afins. Se pensarmos bem, tais adolescentes são enganados pelo dinheiro fácil, vida “mansa” e acabam se envolvendo cada vez mais e se aprofundando nesse mar de loucuras rápidas. Sim, eles são muitas vezes forçados a cometerem crimes para pagar dívidas e ou até mesmo para sobreviverem e assim crescem cada vez mais machucadas psicologicamente, com rancor, sendo ignorados e espancados emocionalmente pela sociedade. Nada disso adianta diante de tal situação.
A mudança deve partir de nós. Devemos começar a cobrar do governo mais atenção para as nossas crianças, nossos jovens. Se for capturado em um ato criminoso, que pague pelo mesmo, mas que o governo estimule aos jovens detentos a estudar, buscar os valores perdidos, a se curarem emocionalmente, psicologicamente. Depois que começarmos a valorizar as pequenas coisas aí sim a mudança será nítida aos nossos olhos.

“Toda desumanidade humana... Um dia vai acabar” – Fruto Sagrado

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